quinta-feira, 31 de maio de 2012

Motivação e afetividade = aprendizagem


Nas aulas Aspectos neuropsicológicos do Desenvolvimento II, motivação foi um tema que chamou muito a minha atenção, esteve relacionada a diversas discussões, nos aspectos de observação do atendente e suas possibilidades de desenvolver maneiras de aprender. A relação de aprendizagem e motivação, se unem  ao pensar em qualquer coisa que se faça na vida, ou seja, é necessária a vontade de realizá-la, ao contrario nada acontece, e não seria diferente nas práticas pedagógicas.
Motivação quer dizer exposição de motivos ou causas; animação; entusiasmo, sendo necessário ter motivos para se chegar a esse estado, continua sendo um complexo tema para as teorias de aprendizagem e ensino (Piaget), isso porque á motivação esta entre a facilidade e dificuldade de aprender, com sucesso ou o fracasso dos professores ao tentar ensinar algo a seus alunos, dificilmente detectarmos o motivo que atrapalha ações de aprendizagem ou comportamento.
No estudo da motivação foram apontados fatores que atuam nesse tema, como o ambiente, as forças internas ao indivíduo (necessidade, desejo, vontade, interesse, impulso e instintos), objeto que atrai o atendente por ser fonte de satisfação da força interna que o mobiliza o organismo para a ação estabelecida entre o ambiente e a necessidade e o objeto de satisfação.  Os objetivos ajudam a ter esses conceitos presentes, eles focalizam a nossa atenção na tarefa, mobilizam os esforços, aumentam a persistência e promovem o desenvolvimento de novas estratégias, quando as antigas não são suficientes. Motivar também depende de estimular autodeterminação, esta é a necessidade de experimentar escolha no que e como fazemos.
 Nos estudos anteriores feito no primeiro modulo, nas teorias de Wallon, na obra “Evolução psicológica da criança” (1995) a criança é manipulada pelos outros e é no movimento dos outros que ocorrerá a formação de suas atitudes, os gestos espontâneos das reações afetivas e a relação com o outro. A criança reconhece em outros indivíduos as mesmas possibilidades que reconhece nela, e nesta mesma pratica pode-se observar que através do objetivo relacionado a aprendizagem.
 Pensando em ações de Wallon, não poderia deixar de citar Abraham Maslow, (psiquiatra, psicólogo, trabalhou junto as pesquisas de Wallon, defendia que as bases de motivação e afetividade conduziam juntos o aprendizado). Ele trouxe, para os estudos da na psicologia seus estudos sobre a pirâmide de necessidades humana.  Essas necessidades sociais, que se saciadas, abrem espaço para as necessidades de auto-estima, se uma destas necessidades não está saciada, há a possibilidades, quando todas estiverem de acordo, abre-se espaço para a auto-realização, que é um aspecto de felicidade do indivíduo, aponta a necessidade como explicação fundamental das motivações na sua teoria humanística. Este sugeriu que as pessoas têm uma hierarquia de necessidades, que varia das necessidades de nível mais baixo, como a sobrevivência e a segurança às necessidades de nível mais alto. Maslow estudou a motivação para a compreensão do homem na dimensão social, mostra como compreender afetividade e a motivação juntas podem contribuir para o desenvolvimento de novos conhecimentos e, varias fases da vida do homem.
A motivação é um componente da dimensão afetiva, é essencialmente emocional e gradualmente vai constituindo-se em um ser sócio-cognitivo.  Antes do surgimento da linguagem falada, as crianças comunicam-se e constituem-se como sujeitos com significado, através da ação e interpretação do meio entre humanos, construindo suas próprias emoções, que é seu primeiro sistema de comunicação expressiva. Exemplo, da relação entre a afetividade e motivação na aprendizagem, em relação professor–aluno para a construção do conhecimento é essencial para o desenvolvimento da inteligência emocional e para o processo de avaliação da aprendizagem.
Em suas idéias (sobre a época que em a infância era sinônimo de pequenos adultos, sem expectativas, sonhos e percepção de futuro diferente), Wallon defendia a tese em congressos e plenários governamentais, que a infância deveria ser estimulada, com brincadeiras próprias para cada etapa de desenvolvimento, isso contribui para a formação de uma personalidade mais íntegra, saudável e completa, em um ambiente adequado e motivador.
Se a motivação se origina no desejo de se satisfazer uma necessidade, não havendo necessidade, não haverá motivação? A reação normal da pessoa, quando compelida a uma atividade não resultante de um desejo de satisfazer uma necessidade, é a desmotivação, não podemos deixar esse ressaltar esse fator, que compromete o aprendizado e as ações que envolvem o convívio comum em uma sociedade, composta por regras e leis, (moral e ética), texto mencionado no vídeo de Mario Sergio Cortella (apresentado em sala de aula no modulo de neuropsicologia II).
Não é fácil distinguir uma motivação da outra, observando apenas o comportamento, a diferença essencial está na razão da pessoa para agir, essas chamamos de intrínseca (razão vier de dentro da pessoa), extrínseca (vier de fora). Motivação intrínseca é a tendência natural de procurar e vencer desafios à medida que perseguimos interesses pessoais e exercemos aptidões. Motivação extrínseca será a motivação baseada numa recompensa, ou numa tentativa de evitar um castigo, quando exercemos uma determinada atividade devido a uma razão que pouco tem a ver com a dita.  Muitas vezes, podemos sentir tentados a assumir que um determinado comportamento é motivado intrínseca ou extrinsecamente, sendo que na maioria das vezes a motivação é intermediária.
Vivemos em uma sociedade, onde as mudanças estão presentes em todos os setores, é necessário analisar as formas de pensar e aprender, desenvolver estratégias de ensino que partam das suas condições reais, estimulando os esquemas cognitivos, que desenvolvem reflexões sobre as próprias percepções nos processos educacionais, avançando os conhecimentos sobre as formas de pensar e perceber a realidade, assim inserimos a afetividade, à medida que atendente adere às propostas feitas, a mudança de comportamento e o desenvolvimento da aprendizagem através do pensamento, que é a maneira da inteligência se expressar, “no pensamento, que mora a aprendizagem”. (Mattew lipman).
Para ensinar não basta ter conhecimento de uma série de metodologias de ensino, é preciso compreender o próprio aluno, as características de sua personalidade, a etapa de desenvolvimento motor, emocional, cognitivo e social. Ressalto a característica social como forma de entender as ações individuais ou coletivas do atendente dentro do processo de aprendizagem, é importância que nos lembramos do princípio psicológico, segundo o qual nenhum comportamento existe sem uma causa motivadora que o determine as ações positivas ou negativas.  Acredito ser este o grande desafio da atualidade a que nós educadores e futuros psicopedagogos, devemos averiguar as razões da ausência da motivação do aluno para a aprendizagem, analisá-las, buscar estratégias eficazes que ajudem a reverter este quadro, com objetivo de formar indivíduos conscientes, autônomos, com referenciais para realizar opções, capazes de construir conhecimentos, de fazer julgamentos e opções políticas e sociais.
 Bibliografia : ALMEIDA, Laurinda Ramalho. Wallon e a Educação. In: Henri Wallon – Psicologia e Educação. São Paulo. Loyola. 2000. MOTIVAÇÃO   http://www.idph.net/ potencial.humano@idph.net/ 23 de julho de 2002. Woolfolk, A.E.. Psicologia da Educação. Porto Alegre: Editora Artmed. (2000). WALLON, Henri. A evolução psicológica da criança. Lisboa, Portugal:Edições70,1995. http://www.philosletera.org.br/index.php. Desenvolvimento Neuropsicologico I, II. Professor Ms. Deigo Moreira.
                                    Vibrações Positivas....

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Uma Senhora...


Talvez tenhamos a ilusão de que amar a um Deus seja seguir determinada religião, rituais diversos, nomear algo, cujo o nome seja reverência a convenções de práticas   de boa educação, respeito. Penso que ao ler alguns textos que tenho não somente neste blog mas também em algumas fonte de que atinge maior numero de  pessoas, vocês devam concluir ou pensar em relevo, que tenho uma queda por uma determinada religião ou crença, no silêncio de alguns momentos de solidão, me encontro perdida em meus pensamentos, comecei  refletir e muitas vezes questionar palavras, escrituras e ate mesmo criticas sobre a forma de reverencia ao um Deus...
 Lembro quando criança, havia uma vizinha, que freqüentava  uma determinada religião, não mencionarei, porque o intuito é fazer um exemplo da pessoa e não do lugar que escolhera para praticar seu momento de reflexão com o seu criador, se assim posso disser. Uma mulher que sempre sorria, sempre estava disposta sem escolher a quem ou o que, ela se disponibilizava a auxiliar, na doença, na necessidade ou na fé, mesmo que muitas vezes eu mesma fui prova das risadas que algumas pessoas lhe respondiam, como forma de fugir de suas palavras.
Mas o que muitos não sabiam, que ela como uma filha de Deus, em passagem neste plano terrestre, tinha em sua vida diversas lutas diárias, em manter a sobrevivência de seus pequenos filhos, que na época eram seis, três meninas e três meninos, seu marido era por profissão barbeiro, muitas vezes o vi cortando o cabelo dos meninos do bairro, sem cobrar nada, mesmo sabendo que naquele dia não havia o que colocar na panela. Eles moravam em uma casa alugada, um português que lhe era o senhoril, kkkk. Ainda se utiliza este nome ao locatário, nunca ouvimos comentar que um dia aquela família lhe havia atrasado aluguel, ela sempre foi muita amiga da minha mãe, e lembro das belas palavras que sempre ela utilizava em suas conversas, e sobre o tema do sermão do pastor.
Era interessante que próximo havia um terreiro (assim como a vizinhança se referia ao centro espírita), e havia uma senhora antiga do bairro, e mesmo sendo de religiões diferentes, as vi varias vezes conversando e falando sobre o Criador e seus ensinamentos.
         Vocês devem está querendo entender onde quero chegar com essa historia? Provavelmente, já tiveram suas conclusões? Claro Deus é um só... Mas pense comigo!!! Somos todos iguais? Pensamos iguais?
          Não vou responder, pense e reflita...
Voltando a historia, Não me lembro como e nem quando começou a doença do filho dela mais velho, um rapaz bonito, educado, simples, lembro dele,  no portão de casa conversando com meus irmãos mais velhos, e o tema sempre era o futuro, mais lembro que ele sempre falava da preocupação de não poder dar o amparo necessário aos seus pais, era estranho, porque os meninos falavam de tudo que era moda na época, e ele sempre falava no mesmo assunto.( Isso foi uma reflexão que os meninos depois de anos, em um momento de nostalgia  citaram).
Lembro dele pálido, no banco de trás do taxi, dando tchau para os meninos, ele iria ser internado para uma cirurgia, foi a ultima vez que o vi....
Lembro que minha mãe não levou os pequenos ao velório, e lembro ver meu irmão mais velho e os meninos da rua sentados no degrau da padaria, sem trocar se quer uma palavra, apenas de cabeça baixa e o silencio que as vezes era interrompido por um ou outro que passava por eles e os cumprimentavam.
Minha mãe dizia que não sabia de onde aquela mulher tirara tanta força para suportar o sofrimento do seu filho e em seguida a perda. O tempo de luto passou, e aquela mesma mulher continuava com seu sorriso, sempre auxiliando, distribuído a palavra do “Senhor”, era assim que era se referia, mesmo com todas as necessidades, com os problemas que a vida cotidiana, ela seguia da mesma forma.
        Anos mais tarde,  meu pai perguntou a ela,” com a perda do filhos, com as necessidades que ela passava, com tantas coisas que ela se deparava, ela em nenhum momento se revoltava com o Deus que ela servia?”
Engraçado, anos depois eu lembro vivamente das palavras que ela disse ao meu pai, que na época era incrédulo a qualquer religião, a qualquer manifestação que seja, era católico, porque assim o fizeram, mas acho que ele nunca soube  a doutrina da mesma.
Ela olhou para meu pai e com a calma de sempre, com o brilho no olhar,  ela respondeu para meu pai...” Durante esses anos, meus dias demoram a passar, meu fardo se tornou mais pesado, pois a dor só passa, quando em meus momentos de reflexão e solidão, através do meu senhor Deus eu consigo estabelecer contato com meu amado filho,e também nessas reflexões a palavra do senhor me conforta e me diz, que ainda tenho meus outros filhos, que agora me trouxeram mais filhos que são meus genros, noras e netos, saudade sempre vou sentir, mas não posso fazer-la a razão da minha vida, ela está presente, mas as alegrias também estão, e agradeço a meu Senhor Deus por me dá frutos bons, cujo a árvore possui o tronco velho, surrado e sofrido”...
Passaram-se 30 anos desde esse ocorrido, da imagem daquele menino no taxi, e aproximadamente uns 18 anos que não a vejo, mais sempre penso nela, quando vejo ou participo de algum debate sobre religião.
Não podemos explicar em palavras a ciência de viver, das dores de nossa alma, ou das leis que regem este mundo, mas podemos perceber que o criador é prefeito em seus ensinamentos, acredito que muitas das coisas que acontecem , são apenas conseqüências das atitudes do ser humano, temos a liberdade de escolher entre viver na eterna tristeza, preocupação e sofrimento, ou escolher a melhora, buscar caminhos para o aprendizado da conquista de viver na felicidade, e isso nos faz sedento em aprender a compreender as ações adversas e tentar achar um ponto de partida para fornecer a cura das aflições, perdas, choques cotidianos, que esta vida nos apresenta constantemente, temos que entender que a única religião que forma o laço com nosso criador é fraternidade universal, no intimo, sabemos que isso é extremamente difícil, pois os pegamos em ações e atitudes egoístas, mas sempre, sempre mesmo, lembre-se que somos seres possíveis de aprender e reaprender, não  podemos perder essa sensibilidades de esta sempre aprendendo e praticando.

 Espero que esse simples texto, leve cada um de vocês a refletirem sobre as dificuldades que aparecem no cotidiano, e que não façam delas um obstaculo, mas façam delas um forma de se fortificar na certeza da possibilidades de capacitação de cada um... Somos capazes de desenvolver e resolver qualquer coisa.... Vibrações positivas.....