Sexualidade está ligada as nossas sensações, sentimentos e emoções, envolvendo a energia sexual podemos nos referir à libido, De acordo com Freud, o ser humano apresenta uma fonte de energia separada para cada um dos instintos gerais, apresenta uma característica importante que é a sua mobilidade, ou a facilidade de alternar entre uma área de atenção para outra.
No campo do desejo sexual está vinculada a aspectos emocionais e psicologicos,segundo Freud, não está relacionado somente com a sexualidade, mas também está presente em outras áreas da vida, como nas atividades culturais, caracterizadas pela sublimação da energia libidinosa, que vem do latim “desejo violento ou luxúria”, dos instintos de vida, portanto da conduta ativa e criadora do homem, No entanto esses dois temas podem nos levar a destinos muito diferentes.
Quando falamos sexualidade estaremos pensando nas energias que são canalizadas no nosso corpo dessa maneira, isto é, na forma de sexualidade, de nossos desejos, de nossas sensações prazerosas, de nossa compreensão sobre a maneira como sentimos e lidamos com as questões que envolvem essas energias, por exemplo, de como nos relacionamos sexualmente, de como controlamos os nossos impulsos relativos ao sexo, de como podemos expressar a nossa sexualidade publicamente ou intimamente, de como estas manifestações altera e interfere em nossas vidas, de como sentimos tais energias nos nossos corpos e como essa energia pode ser usada, bem ou mau, construtiva ou de maneira desastrosa.
Quando estamos falando do sexo, á prática do sexo exclusivamente, de sexo bom ou ruim, de sexo moralmente aprovado ou desaprovado, estamos falando da prática sexual simplesmente ainda que não tenha finalidades mais elevadas, falamos de sexo seguro, de sexo arriscado, de sexo depravado ou patológico( mudanças estruturais e funcionais).
Exatamente porque, a partir das definições que adotamos, fazem parte dos sentimentos libidinosos (ato de sentir prazer) dos seres humanos, embora a pornografia represente a prática do sexo moralmente reprovado, e do ponto de vista do psiquismo um sexo pervertido em muitos casos, são manifestações doentes da sexualidade que todos os seres humanos possuem. É como falar de agressividade, mas na forma manifesta de violência ou, por outro lado, de passividade.
Na manifestação do amor, certamente encontramos a sexualidade. No entanto não podemos dizer que na sexualidade está presente o amor. Disso decorrem várias consequências importantes, das quais esta não é a menor: não amamos o que queremos, mas o que desejamos, amor que deseja o outro e geralmente pensa que o possui.
Mas será isto amor?
A vontade carnal é uma experiência dos sentidos, evolutiva ao simples olhar ou à simples sensação, é uma grande experiência sem fim que nos é dada, o mal não está em que nós a aceitemos, o mal consiste em quase todos abusarem dessa experiência, por essa forma de provar, caímos no risco de consumir o outro como consumimos uma fruta apetitosa. Essa maneira de gostar torna-se nem um pouco virtuosa, não podendo ser aplicada a ninguém, o amor antes preserva.
A sexualidade como expressão de amor está ligada, de forma irreversível, ao poder e a posse. Mais do que isso, o amor validado pela sexualidade, acaba se tornando uma espécie de afeto geográfico (quanto maior o espaço que domino na vida dou outro, maior será minha posse). “Eu gosto tanto mais do outro quanto mais eu possuo do outro”, por isso, expressões como “ela/ele será minha/meu para sempre”, será muito triste o dia que descobrirem que nunca possuíram nada.
A ideia de amor associado a manifestações da sexualidade, refere a paixão que enganosamente chamamos de amor, no entanto, a sexualidade presta aí um grande serviço, ela é um fogo que pode purificar os apaixonados e transformar os sentimentos, um dia, em amor.
Difícil será encontrar no amor ao outro, misturado com a volúpia do sexo o amor que tanto se propaga. Provavelmente tais sentimentos não passam das frases que ouvimos a torto e a direito nas novelas. “Eu te amo” transformou-se numa frase de efeito, que teve validade apenas, para a cena mais emocionante do capítulo da noite passada, ou que servirá para depositarmos no personagem central do filme a nossa emotividade carente e que anseia por um imaginário ou desejado amor de verdade. Isso acontece porque, no íntimo, todos nós almejamos, um dia, encontrar o amor.
Acredito que não tenha ficado uma noção limitante ou proibitiva da sexualidade chamar a atenção quando, pelas proibições que temos dentro de nós através de uma educação ou moralismos falsos que nos fizeram temer a sensualidade e sentirmo-nos envergonhados frente a beleza, complicamos e colocamos obstáculos na nossa evolução para a compreensão das verdadeiras emoções dentro de nós.
Bom meus caros amigos, esse texto, teve embasamento em uma previa reflexão sobre a sexualidade e uma simples introdução sobre o estudo de Freud....
Até uma próxima.. Viber
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